Cientistas mais perto de diagnosticar Alzheimer através de teste de sangue

Atualmente não há cura para esta doença neurodegenerativa
8 de julho de 2014 - 09h38
Especialistas britânicos identificaram proteínas sanguíneas em pacientes diagnosticados posteriormente com Alzheimer, aumentando a esperança de que um teste possa ajudar na procura de tratamento para a doença.
Atualmente não há cura para a doença, a forma mais comum de demência, que afeta 44 milhões de pessoas em todo o mundo, um número que poderá triplicar até 2050, de acordo com estimativas da Alzheimer's Disease International.
Um teste para diagnosticar a doença na sua fase inicial permitiria aos investigadores monitorizar os pacientes antes de a doença atingir um estágio mais avançado, contribuindo para a descoberta de uma cura.
O estudo publicado na Alzheimer's & Dementia analisou 220 doentes com ligeiros problemas cognitivos.
Os investigadores identificaram dez proteínas que estavam presentes no sangue de 87% dos pacientes analisados, os quais foram, num espaço de um ano, diagnosticados com Alzheimer.
"Muitos dos nossos testes a fármacos falharam porque na altura em que os pacientes eram administrados com eles, o seu cérebro já estava gravemente afetado", disse o professor de Neurociência da Universidade de Oxford, Simon Lovestone, que liderou o estudo no King's College de Londres, citado pela AFP.
"Uma simples análise ao sangue poderia ajudar-nos a identificar os pacientes numa fase precoce, os quais serão submetidos depois a novos testes e possivelmente ajudar-nos desenvolver novos tratamentos para prevenir o avanço da doença. O próximo passo será validar as nossas descobertas em futuras séries de amostras", acrescentou.
Por SAPO Saúde com agências
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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