Cientistas europeus e empresas juntam-se para encontrar soluções sem carbono

A iniciativa europeia Climate KIC, que agora chega a Portugal, junta investigadores e empresas na criação de produtos e inovadores, que sigam as regras das emissões de carbono baixas ou inexistentes.
créditos: AFP

Baseada no modelo chamado do triângulo, pois junta a formação avançada, investigação e mercado, a iniciativa KIC (Knowledge Innovation Communities, ou comunidades para o conhecimento e inovação), divide-se em várias áreas, como a climática ou a saúde.

"Tem-se demonstrado que [esta] é a forma mais fácil e eficiente de criar inovação, produtos e serviços novos, mas com impacto direto mais rápido na economia", explicou à agência Lusa coordenadora da Climate KIC Portugal (para o clima), que vai ser apresentada na terça-feira, em Lisboa. Júlia Seixas referiu que a missão da Climate KIC tem a ver com um conjunto de ações a abranger todo o ciclo de inovação, desde a geração de ideias, normalmente na interface entre a investigação, a formação e o mercado, até à concretização de propostas de negócio, visando a economia de baixo carbono.

Aquela tarefa é concretizada através da realização de concursos a nível europeu ou da aceleração de 'startups', que passam por uma seleção, têm acesso a um conjunto de serviços de apoio e, numa segunda fase, podem receber investimento de grandes empresas.

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Entre os temas em foco na Climate KIC Portugal, consórcio liderado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, estão a transição urbana, ou a evolução para as cidades inteligentes, "muito centrada na componente ambiental", ou os sistemas produtivos sustentáveis, ou seja, "tudo o que tem a ver com indústria".

Como são europeias, as iniciativas, que funcionam através de candidaturas, permitem "o cruzamento e mistura permanentes de pessoas dos vários Estados membros", realçou a investigadora.

A Climate KIC Portugal começou a sua atividade em junho e divulgou para redes de empresas e investigadores a possibilidade de assistirem a cursos curtos, entre dois a cinco dias, dirigidos aos seis países que entraram agora na iniciativa, e que decorreram em várias cidades europeias.

Portugal foi responsável por 85% do total de candidaturas, o que levou a coordenadora a concluir que "está muito atento e com grande apetência para a inovação nesta área".

Lisboa, através da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova, vai ser uma de três cidades que vão receber uma escola de verão, com 40 participantes de toda a Europa.

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