Cientistas desenvolvem gel que reduz um dos efeitos secundários mais graves da quimioterapia e radioterapia

Mucosite afeta 40 a 70 por centos dos doentes oncológicos tratados com quimioterapia
15 de fevereiro de 2013 - 11h11
Cientistas da Universidade de Granada, em Espanha, desenvolveram um composto feito à base da hormona melatonina que é eficaz no tratamento e na prevenção da Mucosite, um dos efeitos secundários mais desagradáveis e perigosos da quimioterapia e radioterapia.
Trata-se do primeiro gel aplicado topicamente que se acredita combater a Mucosite, de acordo com os investigadores. Atualmente não há tratamento para esse efeito secundário, já que a sua fisiopatologia ainda não é conhecida.
A Mucosite é uma reação inflamatória que afeta a mucosa do trato digestivo, da boca ao ânus, e é um dos principais efeitos secundários resultantes do transplante de medula óssea, radioterapia e quimioterapia. 
Este problema grave complica o tratamento do cancro, já que os pacientes têm frequentemente de ser hospitalizados, muitas vezes, a radioterapia e a quimioterapia têm que ser suspensas. Em algumas situações, os resultados podem ser fatais.
Estima-se que 40% dos pacientes que receberam radioterapia e até 70% dos doentes submetidos a transplante de medula óssea desenvolvem a patologia. Em pacientes com cancro da cabeça e pescoço, 97% desenvolvem esta condição, enquanto praticamente todos os que receberam radioterapia durante um período prolongado sofrem deste efeito secundário.
Até agora ainda não foi desenvolvido um tratamento eficaz para a Mucosite, mas este novo produto pode aumentar consideravelmente a qualidade de vida dos doentes oncológicos.
"A melatonina presente no novo produto alivia a reação inflamatória e protege a mitocôndria", explica Germaine Escames Rosa, uma das responsáveis pelo desenvolvimento do produto.
A aplicação oral do gel de melatonina impregna as membranas mucosas e protege as mitocôndrias de se danificarem, que estas estas são as produtoras primárias de energia da célula e estão responsáveis pela respiração celular. 
SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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