China proíbe venda de aves vivas no sul por receio da gripe H7N9

As autoridades da província chinesa de Cantão, no sul da China, proibiram, por um período de um mês, a venda de aves de capoeira vivas devido ao aumento de casos de contágio pela nova estirpe H7N9 da gripe aviária.
créditos: EPA/ROLEX DELA PENA

A proibição também vai afetar supermercados e restaurantes. Além disso, os funcionários vão supervisionar o abate e entrega de aves de capoeira, informa hoje o Diário de Cantão.

A medida preventiva foi tomada depois de terem sido sinalizados 50 casos de gripe aviária em 15 das 21 principais cidades da província chinesa.

Até ao momento, mais de um terço (36%) das amostras recolhidas nos mercados que vendem aves de capoeira vivas e junto de grossistas locais em toda a província deram positivo à estirpe H7N9, que pode ser mortal para o ser humano.

Excecionalmente, a venda de aves de capoeira vivas será permitida na quinta-feira, devido à celebração do Ano Novo Lunar, a festividade mais importante para o povo chinês.

A compra de aves vivas para consumo é habitual, incluindo nas grandes cidades do país, sobretudo no sul, onde a galinha se apresenta como um prato tradicional nos jantares do Ano Novo Chinês.

“Não há banquete sem uma galinha. É um dever para os locais comerem galinhas recém-sacrificados durante o Ano Novo Chinês não só porque dá sorte mas também pelo sabor”, explicou Zhang Lihong, uma dona de casa chinesa ao mesmo jornal.

“Graças a Deus que amanhã não tenho que ir ao mercado porque os nossos familiares já compraram uma galinha que vamos matar antes do jantar”, acrescentou.

No ano passado, foram registados 111 casos de contágio humano desta estirpe da gripe aviária na China, dos quais pelo menos 20 se revelaram mortais. Contudo, não foi possível confirmar se as vítimas estiveram expostas a aves vivas portadoras do vírus ou se terá ocorrido um raro contágio entre pessoas.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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