Cerca de 15% dos futebolistas sofre lesão traumática na coluna

Estima-se que entre 10% a 15% dos jogadores de futebol sofram uma lesão traumática da coluna cervical de maior ou menor gravidade ao longo da sua carreira desportiva.

Tal acontece sobretudo por traumatismo indireto na sequência dos movimentos bruscos de flexão/extensão após traumatismos cranianos contra os postes da baliza, contra o solo ou contra outros jogadores.

Quem o diz é Luís Teixeira, fundador do Spine Center, a propósito da situação de Júlio César, atual guarda-redes do Benfica que apresenta uma lesão crónica na coluna. O médico especialista refere também a predisposição dos atletas desportivos para este tipo de situações.

Depois de uma longa ausência no clube da Luz, que já preocupava os adeptos encarnados e a própria SAD, Júlio César regressou aos relvados e muito se tem falado sobre a lesão crónica do guarda-redes e do rendimento dos atletas desportivos nestas situações.

Guarda-redes mais predispostos

Numa altura em que o nome de Loris Karius tem sido apontado para o plantel do Benfica, o cirurgião ortopedista explica que: "um guarda-redes está mais sujeito a algumas lesões na coluna vertebral, tal como a lesões de lises ístmicas na coluna lombar que ocorrem por movimentos repetidos de hiper-extensão, ou de quedas em posição de hiper-extensão forçada com sobrecarga mecânica dos elementos articulares facetários posteriores e sua consequente lesão".

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