Centro para deficientes profundos abre em novembro em Borba

Centro para deficientes de Borba vai permitir a criação de 80 a 100 postos de trabalho diretos

21 de outubro de 2013 - 13h01

Um centro para deficientes profundos da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) vai abrir em meados de novembro no concelho alentejano de Borba, revelou hoje à agência Lusa o presidente da instituição, Manuel Lemos.

Trata-se, segundo o responsável, da terceira casa para deficientes profundos da UMP, cuja construção envolve um investimento de quatro milhões de euros, incluindo o equipamento.

Manuel Lemos explicou que a unidade vai começar a receber os primeiros utentes em meados de novembro e que até ao final deste ano ficam preenchidos todos os lugares destinados a pessoas com deficiência.

O presidente da UMP justificou a construção de um novo centro para pessoas com grau de deficiência elevado com o facto de "haver algumas centenas de pessoas em lista de espera" nas duas unidades já existentes, uma em Fátima e outra em Viseu.

Para a concretização do centro, a instituição avançou com uma candidatura, que foi aprovada, a fundos da União Europeia, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

A nova casa para deficientes, segundo Manuel Lemos, inclui um lar residencial, que pode receber 76 pessoas com grau de deficiência elevado, e um centro de atividades ocupacionais, para 50 utentes.

O responsável realçou que o centro para deficientes de Borba vai permitir a criação de 80 a 100 postos de trabalho diretos.

Manuel Lemos destacou ainda o facto de este ser o terceiro centro do género, da UMP, e o primeiro no Alentejo, que poderá dar resposta à procura mais a sul do país.

A escolha de Borba, de acordo com o responsável, deve-se ao facto da existência de um terreno da UMP disponível no concelho, que foi doado à instituição por Luís da Silva, e, em homenagem ao doador, este centro vai ter o seu nome.

O centro fica localizado numa herdade junto ao padrão de Montes Claros e à estrada que liga Bencatel a Estremoz.

A primeira pedra para a construção desta unidade foi lançada pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em julho de 2012.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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