Centro Hospitalar investe no aumento de camas e melhores serviços

A restruturação implicou um investimento de 76 mil euros no serviço

11 de outubro de 2013 - 15h15

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) investiu 86.500 euros na reorganização dos serviços de ginecologia, obstetrícia e pediatria, que passaram a ter mais camas e melhores condições, anunciou hoje o conselho de administração.

A reorganização “permitiu a separação dos serviços de obstetrícia e ginecologia, aumentando as condições de conforto e privacidade das utentes, afirmou hoje o presidente do conselho de administração (CA) do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche.

A fusão dos hospitais possibilitou a criação de uma nova ala de ginecologia (no espaço anteriormente ocupado pela ortopedia, que foi transferida para Torres Vedras) com 13 novas camas e o aumento de 23 para 27 camas na obstetrícia.

A restruturação implicou um investimento de 76 mil euros no serviço que, segundo o diretor, Jorge Ribeiro, “tem ocupações na ordem dos 60% a 70% no internamento”, não conseguindo atingir os 100% devido à carência de anestesistas.

A lista de espera para cirurgia é “inferior a dois meses”, mas os resultados são menos positivos em termos de consulta externa, devido à existência de apenas 12 médicos no serviço que o diretor considera necessitar de “19 a 21 médicos” e, para cuja admissão, decorrem concursos.

A remodelação estendeu-se, ainda, ao serviço de Pediatria, que desde segunda-feira (dia 07) conta com novas instalações para a consulta externa, num investimento de cerca de 10.500 euros.

Apesar da melhoria das condições de acesso às consultas, a responsável pela pediatria, Filomena Rebelo, reclama “rápidas melhorias” para o serviço de neonatologia, onde a fusão resultou no “aumento de atendimento de grávidas e mais bebés internados num espaço muito pequeno”.

No hospital onde desde janeiro, foram efetuados 1.057 partos (dos 1.221 realizados nas três unidades) é necessária, segundo a médica, “a separação entre miúdos infetados e não infetados e, sobretudo, dos prematuros” o que implica um aumento da área física do serviço.

O alargamento só será possível no âmbito de “um projeto de requalificação do piso cirúrgico”, orçado em cerca 1,5 milhões de euros e que “aguarda aprovação da tutela”, explicou hoje o administrador durante uma visita aos serviços.

Após a criação do CHO (em outubro de 2012), as valências foram distribuídas pelas várias unidades, funcionando a consulta externa do serviço de ginecologia e obstetrícia nas Caldas da Rainha e Torres Vedras, mas sendo o internamento e urgência dos mesmos serviços concentrados apenas na primeira.

Já o serviço de pediatria mantém a urgência, internamento (com 24 camas) e consulta externa nas duas unidades.

O CHO abrange os concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche Cadaval, Lourinhã, Torres Vedras e parte do concelho de Mafra.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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