Centro Hospitalar do Oeste vai concentrar cirurgia de oftalmologia nas Caldas da Rainha

Em 2014 , prevê-se abertura de uma consulta externa da especialidade em Torres Vedras

13 de novembro de 2013 - 14h22

O Hospital das Caldas da Rainha vai concentrar toda a cirurgia de ambulatório de oftalmologia do Centro Hospitalar do Oeste a partir de janeiro, anunciou hoje a administração, que pretende reforçar a equipa clínica com mais dois médicos.

“Foi aberto concurso e pensamos no início do ano já ter três médicos no quadro, o que possibilitará concentrar aqui [na unidade das Caldas da Rainha] toda a cirurgia de ambulatório em oftalmologia”, apontou o presidente do concelho de administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Carlos Sá.

O anúncio foi feito durante uma visita ao remodelado serviço de oftalmologia do Hospital das Caldas da Rainha, que, depois de uma interrupção de dois anos, retomou a 04 de novembro as consultas externas da especialidade.

Suspensa na sequência da reforma do único clínico que ali prestava serviço, a especialidade de oftalmologia foi retomada com o apoio da Liga dos Amigos do Hospital, que comparticipou em 20 mil euros a compra de novos equipamentos de diagnóstico e tratamento (incluindo para cirurgia laser).

Um investimento do mesmo montante, por parte do CHO (que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche) possibilitou a remodelação de um novo espaço para o serviço, que, segundo a única médica a tempo inteiro, Sara Silva, visa “dar resposta aos cerca de mil doentes em lista de espera desde que o serviço foi suspenso”.

Os doentes que foram entretanto encaminhados para o hospital de referência, Santa Maria (Lisboa), vão ser sujeitos a uma triagem para apurar “quantos precisam de consulta e de seguimento”.

A existência de apenas um médico oftalmologista a tempo inteiro e um a meio tempo reduz para cerca de dez as consultas diárias, pelo que, segundo Carlos Sá, “os doentes urgentes continuarão a ser encaminhados para Santa Maria”.

Se os dois lugares a concurso ficarem preenchidos até final do ano, a administração estima que a partir de janeiro possa “ser alargada a atividade cirúrgica de ambulatório e o apoio nas urgências, deixando os doentes de terem que se deslocar”.

Carlos Sá prevê ainda que a partir de 2014 seja “reaberta a referenciação de novos doentes”, enviados pelos centros de saúde, bem como a abertura de uma consulta externa da especialidade na unidade de Torres Vedras.

A área de influência do CHO abrange as populações das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estevão das Galés e Venda do Pinheiro), servindo mais de 292.500 pessoas.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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