Centro Hospitalar do Médio Tejo estuda criação de Unidade de Hemodinâmica

Serviços de cardiologia irão abranger Santarém, Castelo Branco e norte alentejano

O Centro Hospitalar do Médio Tejo tem em estudo a criação de uma Unidade de Hemodinâmica, no âmbito do projeto de criação de um “polo de excelência” na área da Cardiologia, disse à agência Lusa o presidente da administração.

Joaquim Esperancinha afirmou que está em estudo a criação de “um serviço de cardiologia muito diferenciado no Ribatejo” com a abertura de uma Unidade de Hemodinâmica, em colaboração com o Hospital de Santa Cruz, com o qual já existe um acordo.

O objetivo é criar, no primeiro trimestre de 2013, um serviço que funcione 24 horas por dia com a presença de cardiologistas e a possibilidade da realização de intervenções “de qualidade igual às que se praticam em Santa Cruz”, evitando o tempo de demora até Lisboa em situações “em que cada hora que passa é crítica”.

Este serviço deverá ter uma área de influência que vai de Santarém até parte do norte alentejano e Castelo Branco, defendeu.

A criação desta unidade é um dos projetos da “terceira fase” do processo de reorganização iniciado em janeiro e que passou pela concretização da complementaridade entre as três unidades que integram o CHMT (Torres Novas, Tomar e Abrantes) e que passaram a funcionar como um único hospital.

Joaquim Esperancinha adiantou que também o serviço de Nefrologia, único existente no distrito de Santarém, está a ser alvo de investimentos, referindo o início da atividade do Centro Cirúrgico de Acessos Vasculares, “evitando a deslocação a Lisboa de doentes que necessitam de hemodiálise”, e a ampliação, em curso, do número de postos de 11 para 22.

Por outro lado, abriu em Tomar um novo Hospital de Dia de Oncologia, com consulta de decisão terapêutica multidisciplinar.

Foi igualmente iniciado o projeto que passa pela identificação do doente por uma pulseira com código de barras que permite a confirmação eletrónica da medicação e das transfusões, reduzindo os “eventos adversos” e permitindo “avanços na imputação de custos”.

Joaquim Esperancinha adiantou que o CHMT contratou quatro programadores que têm estado a desenvolver um conjunto de aplicações informáticas, nomeadamente na área dos transportes, para controlo dos consumos no Bloco Operatório e para os meios complementares de diagnóstico.

12 de dezembro de 2012

@Lusa


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