Centro Hospitalar de Coimbra quer reforçar aposta no mercado lusófono

Hospital já tem algumas parcerias firmadas, como a formação de parteiras angolanas

13 de fevereiro de 2014 - 08h33

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que ficou em primeiro lugar no ranking dos hospitais públicos portugueses, pretende usar o "reconhecimento da excelência" como alavanca para a internacionalização, disse hoje o seu presidente.

O resultado do ranking realizado por um investigador da Escola Nacional de Saúde Pública reflete "o empenho, a ambição e qualidade dos profissionais" do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), afirmou à agência Lusa José Martins Nunes, presidente do conselho de administração.

O reconhecimento da "capacidade" do hospital, aliada à aposta do país na internacionalização, criou as condições para o CHUC "avançar e apostar na internacionalização", sendo o mercado lusófono uma das prioridades elencadas por José Martins Nunes.

"Estamos seriamente interessados em criar parcerias com Angola, com Moçambique e com Cabo Verde", podendo estas parcerias desenvolverem-se, "não só no aspeto assistencial, mas também no aspeto de formação e até na área científica e na área da investigação", explicou.

Das especialidades que poderão ser internacionalizadas, José Martins Nunes destacou a cirurgia cardíaca, a transplantação hepática e renal, a cardiologia de intervenção e a cirurgia da epilepsia, como "áreas de ponta", onde não há lista de espera, e que poderão resultar "em parcerias e sinergias com os países de língua oficial portuguesa".

Esta aposta insere-se numa visão, segundo o próprio, de um hospital não apenas de serviços, "mas também de produtos", procurando internacionalizar "o conhecimento".

Por agora, as receitas com a internacionalização situam-se entre os "três e quatro milhões de euros", pretendendo que o valor aumente para "20 milhões", entre 2015 e 2016, de forma a "representar 3% a 5% do orçamento do hospital".

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