Centro de Saúde da Bobadela em Loures encerrado por falta de condições

Centro de Saúde da Bobadela foi encerrado e utentes têm de se deslocar à freguesia vizinha
4 de outubro de 2013 - 11h12



A Administração Regional de Saúde de Lisboa (ARSLVT) justificou hoje o encerramento do Centro de Saúde da Bobadela, em Loures, com a falta de condições do equipamento, uma decisão que é contestada pelo presidente da junta local.



O Centro de Saúde da Bobadela foi encerrado na segunda-feira e desde então os utentes têm de se deslocar à freguesia vizinha de São João da Talha para serem atendidos.



Em declarações à agência Lusa o presidente da junta da freguesia da Bobadela, que cessa brevemente funções, Nuno Dias, disse que foi apanhado “totalmente de surpresa” com o encerramento do equipamento de saúde.



“Soube apenas no dia em que fechou porque familiares meus foram lá pedir receitas médicas e já não puderam. Sinto-me transtornado porque não nos foi comunicado nada”, disse o autarca à agência Lusa.



Nuno Dias referiu que a existência de um centro de saúde na Bobadela “é muito importante” e que a alternativa São João da Talha “não é viável para muita gente”.



“Estamos a falar de uma freguesia com oito mil e quinhentos habitantes e a maior parte deles idosos. Não havendo transportes públicos em condições torna-se muito complicado”, argumentou.



Numa nota de esclarecimento, enviada à Lusa, fonte da ARSLVT justificou o encerramento das instalações alegando “falta de condições físicas e arquitetónicas para a prática de atividades em saúde”.



“É do conhecimento dos profissionais e da população que as instalações onde funcionava a unidade de saúde não possuíam as condições de acessibilidade mais favoráveis aos seus utentes, existindo barreiras arquitetónicas para a prática de atividades em saúde”, refere a nota.



A mesma nota diz ainda que a Administração Regional de Saúde optou por reencaminhar os utentes para São João da Talha devido à “proximidade de 900 metros” entre os dois equipamentos, até serem encontradas “melhores soluções”.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários