Centro de cuidados continuados em Almada a partir de setembro

Projeto tem lar residencial com 60 camas e unidade de cuidados continuados com outras 60 camas

8 de julho de 2013 - 16h41

O centro de cuidados continuados que a Liga de Amigos do Hospital Garcia de Orta (LAHGO) construiu em Almada, e cujas obras estiveram paradas devido à falência do empreiteiro, começa a funcionar em setembro, informou o presidente da LAHGO.

Este projeto, desenvolvido pela LAHGO e apoiado pela Câmara Municipal de Almada (CMA) e pelo programa Modelar 2, congrega um lar residencial com 60 camas e uma unidade de cuidados continuados integrados, com outras 60 camas.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Neves afirmou que este centro, na freguesia do Laranjeiro, e cuja primeira pedra foi lançada em fevereiro de 2011, pela então ministra da Saúde, Ana Jorge (PS), deverá começar a funcionar apenas em setembro de 2013, um ano depois do que estava inicialmente previsto.

“A obra ficou parada entre novembro de 2012 e julho de 2013 devido a problemas com o empreiteiro. A empresa, que escolhemos, também, por ser uma das mais sólidas em termos financeiros no mercado, acabou por não resistir a esta crise, e deixou de pagar aos subempreiteiros, que, por sua vez, deixaram de trabalhar”, explicou, acrescentando que os trabalhos foram retomados no início deste mês, com outro empreiteiro.

O edifício é construído num terreno de oito mil metros quadrados que foi doado pela CMA, e que está avaliado em 2,5 milhões de euros. O restante investimento – de cerca de oito milhões de euros – foi comparticipado pelo programa Modelar 2 em 750 mil euros, pela Câmara Municipal de Almada em 350 mil euros, e viabilizado por um empréstimo bancário que LAHGO pediu.

Aquando do lançamento da primeira pedra do edifício, a então ministra Ana Jorge explicou que, em muitos casos clínicos, as pessoas “não necessitam de estar num hospital de agudos” e a sua recuperação pode ser feita em “unidades desta natureza”.

No seu entender, esta solução é “melhor para as pessoas” e “melhor do ponto de vista daquilo que são os custos e a gestão em saúde”.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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