27 de novembro de 2013 - 10h09
Várias centenas de pessoas juntaram-se hoje ao final do dia na Marinha Grande, com velas, num “abraço de solidariedade luminoso” pela contratação de médicos e melhores condições no centro de saúde.
No final da concentração foi aprovada uma moção, adiantou à Lusa um dos porta-vozes da Comissão de Utentes da Marinha Grande, Aires Rodrigues.
"Foi decidido dirigir-nos às comissões de utentes dos serviços de saúde, em particular daquelas vilas ou cidades do país que também estão em protesto contra a política de destruição e desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, e ao Movimento de Utentes dos Serviços Públicos para organizarmos uma mobilização nacional em direção ao Ministério da Saúde", referiu Aires Rodrigues.
"Cerca de 8700 utentes continuam sem médico de família. Exigimos melhores condições de funcionamento e organização do centro de saúde, que interna e externamente apresenta condições físicas deploráveis", adiantou Luís Guerra Marques, outro representante da comissão de utentes.
O responsável adiantou que os utentes "não estão satisfeitos" com as soluções que foram apresentadas pela tutela: "Foi contratada uma empresa externa especializada para prestar serviço no SAP [Serviço de Atendimento Permanente], mas tememos que a qualidade do serviço se degrade".
A moção votada refere ainda que os utentes reivindicam a admissão de cinco médicos no centro de saúde, permitindo a atribuição de médico de família a todos os utentes e o normal funcionamento do SAP, assim como a admissão de enfermeiros, pessoal administrativo e equipamento para o normal funcionamento da unidade.
Os utentes exigem ainda a realização "imediata de obras no interior e exterior do centro, face ao estado de degradação do mesmo".
Lusa