Células estaminais têm potencial na recuperação após acidente vascular cerebral

As células estaminais podem dar origem a qualquer outro tipo de células

29 de janeiro de 2013 – 09h31



A administração de células estaminais nos trinta minutos seguintes a um acidente vascular cerebral (AVC) parece acelerar a recuperação dos tecidos do cérebro, sugere um estudo boliviano.



A equipa de investigação da Bolívia testou o método em ratinhos de laboratório mas garante que pode vir a ser aplicado em seres humanos. No entanto, até lá serão precisos mais estudos, escreve a BBC.



Atualmente, o tratamento é feito a partir da administração de substâncias anticoagulantes nos instantes que se seguem ao AVC.



Durante o estudo, o grupo responsável pela investigação, do Hospital de La Paz, na Bolívia, extraiu um grupo de células da medula óssea e injetou-o nos vasos sanguíneos de ratinhos de laboratório em convalescença depois de lhes ter sido induzido um AVC.



Ainda que nem todas as células se tenham alojado nas regiões afetadas do cérebro, o grupo de cientistas observou uma recuperação mais rápida nos animais que receberam a injeção de células estaminais. Duas semanas depois, os ratos doentes tinham comportamentos quase normais quando comparados com ratos saudáveis.



Os investigadores acreditam que a introdução de células estaminais interrompe a reação em cadeia que tipicamente acontece depois de um acidente vascular cerebral, em que a lesão inicial prejudica as células nas áreas vizinhas despromovendo a recuperação.



O estudo, publicado na revista científica Stem Cell Research and Therapy, corrobora teorias anteriores que adiantavam que as células estaminais tinham potencial no tratamento de doentes que sofreram acidentes vasculares cerebrais pela sua capacidade de acelerar a reconstrução dos tecidos danificados.



As células estaminais são as células mestre do corpo humano, já que podem dar origem a qualquer outro tipo de células e, teoricamente, substituir células perdidas na sequência de uma doença ou lesão.



SAPO Saúde

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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