Casos suspeitos de coronavírus MERS encerram hospital de Manchester

Um hospital de Manchester, no norte de Inglaterra, encerrou segunda-feira as urgências “até novas ordens” devido a dois casos suspeitos de coronavírus MERS, a Síndroma Respiratória do Médio Oriente para o qual não existe tratamento ou vacina.
créditos: EPA/NARONG SANGNAK

“Os dois casos suspeitos foram colocados em isolamento e estão a ser submetidos a exames clínicos”, indicou o Manchester Royal Infirmary.

Enquanto se aguardam os resultados, “as urgências ficarão encerradas até novas ordens”, precisou um porta-voz.

“Queremos tranquilizar os nossos doentes e o público em geral de que este incidente não representa riscos significativos para a saúde pública”, acrescentou.

O coronavírus MERS foi diagnosticado pela última vez numa pessoa no Reino Unido, em fevereiro de 2013.

À escala mundial, a Organização Mundial de Saúde (OMS) registou 1.368 casos confirmados em laboratório desde setembro de 2012, dos quais pelo menos 490 mortais.

A grande maioria das mortes ocorreu na Arábia Saudita. Na Coreia do Sul, outro país atingido, morreram 36 pessoas, das 186 contagiadas.

Em junho, um alemão de 65 anos morreu na sequência de uma infeção com o coronavírus MERS que contraíra numa viagem à península arábica.

A Síndroma Respiratória do Médio Oriente é um vírus mais mortífero mas menos contagioso que o da SRAS, ou Síndroma Respiratória Aguda Severa, que fez quase 800 mortos em todo o mundo em 2003.

Não existe qualquer vacina ou tratamento específico para o coronavírus MERS, que apresenta uma taxa de mortalidade de cerca de 35%, segundo a OMS.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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