Casos de intoxicação por cigarro eletrónico estão a aumentar nos Estados Unidos

1,78 milhões de estudantes norte-americanos provaram o primeiro cigarro eletrónico em 2012
4 de abril de 2014 - 10h44



Centros de toxicologia dos Estados Unidos detetaram um forte aumento dos acidentes causados por cigarros eletrónicos.



Os casos envolvem, principalmente, crianças que manipularam o líquido que contém nicotina inalado pelos consumidores. O número de chamadas recebidas pelos centros de atendimento para atender este tipo de intoxicação aumentou de uma por mês em setembro de 2010 para 2014 casos mensais em fevereiro deste ano, anunciaram as autoridades de saúde norte-americanas.



Ao todo, os cigarros eletrónicos provocaram 2.405 ligações para os centros de toxicologia só no referido mês. Os cigarros convencionais contabilizaram 16.248 acidentes.



Mais da metade das chamadas recebidas por causa dos cigarros eletrónicos envolviam menores de cinco anos que ingeriram, inalaram ou derramaram o líquido na pele ou nos olhos. A maioria apresentava sintomas como náuseas, vómitos ou irritação da pele.



Uma pessoa chegou a matar-se, ao injetar o líquido à base de nicotina na corrente sanguínea, segundo os Centros para Prevenção e Controlo de Doenças (CDC).



O cigarro eletrónico funciona como um vaporizador pelo qual se inala uma solução com nicotina dissolvida em sabores frutados ou doces.



"Este estudo é um alerta vermelho para os novos cigarros eletrónicos. O líquido que contém nicotina pode ser perigoso", afirmou o diretor do CDC, Tom Frieden.



Menores de 18 anos também podem consumir estes cigarros de forma legal. Segundo o CDC, 1,78 milhões de estudantes do ensino secundário e universitários provaram o seu primeiro cigarro eletrónico em 2012.



SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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