Casos agudos do Centro de Reabilitação do Norte com “via verde” no Hospital de Gaia

O anúncio foi feito hoje durante a assinatura de um acordo entre ambas as partes
29 de julho - 13h51

Os utentes do Centro de Reabilitação do Norte (CRN) vão passar a usufruir, em casos agudos, de uma "via verde" no atendimento no Hospital de Gaia, foi hoje anunciado na assinatura de um protocolo entre ambas as partes.

O CRN, inaugurado em Valadares, concelho de Gaia, em fevereiro, é gerido pela Santa Casa de Misericórdia do Porto (SCMP) que esta manhã celebrou um protocolo "de colaboração para atuação no âmbito da Medicina Física e Reabilitação" com o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E).

À margem da cerimónia, o provedor da SCMP, António Tavares, explicou que o objetivo deste protocolo é "criar condições para que os doentes que estão no CRN que tenham, por qualquer motivo, um incidente mais agudo possam ir para o CHVNG/E em situação de urgência".

O responsável falou da criação de "uma espécie de via verde" que permitirá "uma articulação direta entre os profissionais de saúde que estão no CRN e a equipa do hospital de Gaia que esteja na urgência".

"Pretende-se reforçar o conforto dos utentes de forma a tornar o menos penosa possível a estadia das pessoas em situação hospitalar", disse António Tavares.

O presidente do conselho de administração do CHVNG/E, Silvério Cordeiro, acrescentou, como objetivos desta parceria, "a possibilidade um doente que foi alvo de uma cirurgia e precisa de uma reabilitação prolongada, encontrar no CRN um meio primordial para esse processo".

"No hospital de Gaia, na reabilitação, não temos internamento. Não há qualquer quebra da carteira de serviços, o que há é sim uma valorização para bem da população que servimos", descreveu.

Durante o seu discurso, António Tavares, referiu que em setembro pretende alargar a abrangência do CRN e, posteriormente, aos jornalistas, o provedor adiantou que a unidade de Valadares vai receber o serviço de incapacidades e de baixas/doenças profissionais da Segurança Social.

"É natural que passem a existir aqui muitas mais pessoas com os mais variados tipos de necessidades. Algumas das respostas o CHVNG/E e os centros de saúde poderão dá-las, mas é natural que outras sejam dadas por outras instituições", acrescentou.

Questionado sobre se contaria com a colaboração da Santa Casa de Misericórdia de Gaia, uma vez que Tavares se dirigiu, no seu discurso, ao provedor dessa instituição local, afirmando que "em breve" celebrariam um protocolo de colaboração, o provedor da SCMP disse "ser importante ter a Misericórdia de Gaia também envolvida neste processo para que se traduza em melhor cobertura do território local".

Também à margem da sessão - e a propósito do investimento de 10 milhões de euros de que será alvo o CHVNG/E, conforme se ficou a saber na última quarta-feira - Silvério Cordeiro apelidou a obra de "modelar" e descreveu a importância da empreitada.

"Perspetiva-se que depois não podemos parar. Face à população que servimos, de referência direta de 350 mil pessoas, indireta de 700 mil e cobrimos 40 por cento da região Norte em algumas especialidades, os presidentes das câmaras [Gaia e de Espinho] têm sido incansáveis no apoio ao CHVNG/E", disse Cordeiro.

"Esperamos arrancar com a obra o mais breve possível, após o visto do Tribunal de Contas. É uma obra fundamental. Iniciar-se-á com dez milhões numa primeira fase e esperamos que tenha uma segunda e uma terceira fases de dez milhões cada para levar a cabo um módulo que vai permitir ligar os diferentes edifícios e potencializar melhores cuidados de saúde", acrescentou.

Por Lusa

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