Carne de Cavalo: ASAE recolhe mais sete amostras para análise

Continuam a surgir mais casos na Europa e Ásia
26 de fevereiro de 2013 - 10h13



O inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica disse que o organismo recolheu mais sete amostras de carne na segunda-feira, adiantando que ainda esta terça-feira vão ser divulgados resultados de análises a produtos alegadamente contaminados vendidos em Portugal.



António Nunes adiantou à agência Lusa que as sete amostras foram recolhidas em vários locais do país, tendo sido enviados para análise.



“Nós continuamos no mercado a colher amostras, a verificar material e a fazer a rastreabilidade na fase operativa e só depois vamos avançar para uma situação de estabilização sobre o que vamos fazer aos produtos (…)”, explicou.



O inspetor-geral da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) disse que não sabe quando é que a situação “vai ficar completamente dominada”, pois estão sempre a ser feitas novas fiscalizações e recolhidas amostras, mas acredita que o número de análises positivas vão ser menores do que se pensava.



“Agora estamos numa fase mais confortável. Eu acho que o número de resultados positivos vai ser menor ao esperado. Não sei quantos, mas acho que vão ser menores”, vincou.



António Nunes adiantou ainda que na segunda-feira à noite receberam alguns resultados de análises e hoje deverão chegar mais, remetendo para a parte da tarde um ponto da situação.



Questionado pela Lusa sobre se as amostras recolhidas serão destruídas ou doadas a instituições de caridade, António Nunes disse que ainda é cedo para se falar sobre o destino dos produtos apreendidos.



“Praticamente todos os produtos são congelados ou ultracongelados e, portanto, ainda não há uma decisão sobre a matéria, alguns desses produtos estão apreendidos ao abrigo dos processos-crime que levantámos e tem de haver uma decisão do Ministério Público”, disse.



No sábado, o ministro do Desenvolvimento alemão, Dirk Niebel, apelou para que os produtos à base de cavalo retirados do mercado, por terem um rótulo falso, sejam distribuídos aos pobres.



António Nunes explicou que esta não é uma vontade unilateral, pois depende do Ministério Público e do operador a quem foram confiscados os produtos, pois este pode querer uma contraprova ou simplesmente não aceitar as doações.



“Contudo, esta situação agora não é prioritária. O que é prioritário é reafirmar a confiança dos consumidores nos produtos, dar-lhes a certeza que o mercado está limpo destas situações, de que não há produtos alterados, e só depois numa segunda fase é que vamos ver o que se faz”, concluiu.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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