Cardiologistas de Portugal e da Venezuela afinam cooperação científica bilateral

Cooperação entre ambas as sociedades dura há cerca de seis anos
6 de julho de 2013 - 09h38



A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e a Sociedade Venezuelana de Cardiologia (SVC) estão a "afinar ideias" para fortalecer a cooperação científica bilateral, que passa pelo intensificar das ações conjuntas, disse à agência Lusa fonte da SPC.



"Nesta altura, as relações estão mais estreitas e não estão exclusivamente baseadas na língua portuguesa, agora relacionamo-nos não só com o grupo dos portugueses da Sociedade Venezuelana de Cardiologia, mas também com a SVC globalmente, e ainda hoje tivemos uma reunião de trabalho onde estabelecemos já várias ideias para aumentar a nossa colaboração", disse o presidente da SPC.



Miguel Mendes falava à agência Lusa, em Caracas, à margem do XVII Congresso Venezuelano de Cardiologia, que durante três dias reuniu quase 250 profissionais da área e quase duas centenas de convidados internacionais, em representação das sociedades de cardiologia de Espanha, Canadá, Argentina, Estados Unidos, México, Portugal, Brasil, Itália e República Dominicana.



Durante a reunião de trabalho, a SPC e a SVC decidiram avançar com novos "estágios de médicos, simpósios conjuntos, publicações nas revistas científicas de ambas as sociedades, visitas da direção da sociedade venezuelana a centros de insuficiência cardíaca e de reabilitação cardíaca e dos registos da SPC", que vão ser programados "para setembro ou outubro deste ano".



Segundo Miguel Mendes, "as perspetivas são boas" e "há também já o começar a ligar as sociedades e os membros de base e tentar proporcionar-lhes ocasiões de formação e de melhoria de conhecimento bilateral".



O cardiologista explicou que a cooperação entre ambas as sociedades "já tem cerca de seis anos de duração" e "começou porque a SPC pretendia formar uma comunidade cardiológica dos países lusófonos e percebeu que havia uma comunidade portuguesa muito importante na Venezuela, com cardiologistas de ascendência portuguesa", contando atualmente também com membros do Brasil, Cabo Verde, Angola, Moçambique e Macau.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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