Cancros masculinos não afetam os homens da mesma maneira

Os mais velhos correm maiores riscos de vir a sofrer de cancro da próstata. Nos mais novos, o do testículo tem uma taxa de incidência superior. No do pénis, o problema pode estar no formato.

A maioria dos homens, cerca de 68% segundo um estudo internacional, não sabe reconhecer os cancros tipicamente masculinos, como o cancro do pénis, o cancro dos testículos ou o cancro da próstata. Os médicos entendem que a mulher tem um papel importante na sua deteção atempada, devendo estar atenta e alertar o seu  parceiro para qualquer anomalia nestas zonas. O cancro da próstata é mais frequente depois dos 65 anos.

Já o dos testículos é diagnosticado com mais frequência em homens mais jovens, sendo a incidência maior entre os 15 e 34 anos. No que diz respeito ao cancro do pénis, é o tipo menos comum mas, paradoxalmente, o mais grave, sendo que a taxa de mortalidade em sua consequência é mais elevada, cerca de 25% dos casos. Os homens que o têm curvo correm, à partida, maiores riscos.

A tese é defendida pelos autores de um estudo do Baylor College em Houston, no Texas, nos EUA, publicado no jornal Fertility and Sterility e apresentado publicamente no encontro anual da American Society for Reproductive Medicine a 31 de outubro de 2017, com base em dados recolhidos entre 2007 e 2014. A percentagem é 10% superior comparativamente à dos homens que não exibem um pénis com esta característica.

Os cientistas chegaram a esta conclusão depois de observar e monitorizar uma amostra de um milhão e meio de voluntários. O importante, segundo os especialistas, independentemente do formato do órgão sexual masculino, é vigiar a zona com regularidade e recorrer ao médico logo que surjam sintomas como inflamação, aparecimento de caroços, expulsão de líquido anormal ou de sangue.

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