Campanha/doar sangue: Instituto Português do Sangue quer captar 100 mil novos jovens dadores

O Instituto Português do Sangue (IPS) pretende captar 100 mil novos jovens dadores de sangue, disse hoje o seu presidente, Álvaro Beleza, no arranque, na Figueira da Foz, da campanha “Dador Salvador”.

A campanha, que decorre durante o mês de agosto, inclui ações de divulgação e a instalação de unidades moveis de colheita nas praias de Buarcos (Figueira da Foz), Póvoa do Varzim, Carcavelos, Monte Gordo e Quarteira.

Segundo Álvaro Beleza existem atualmente registados em Portugal cerca de 500 mil dadores de sangue “mas só metade doa regularmente”, frisou.

Segundo dados avançados pelo presidente do IPS, em 2010 o número total de dádivas ascendeu às 400 mil em todo o país (correspondentes a quase 200 mil litros) numero que o Instituto Português do Sangue quer ver alargado.

No entanto, os dadores jovens, entre 18 e 30 anos, “são uma pequena parte” do total “e podem ser mais”, frisou.

“Como os jovens são, à partida, mais saudáveis, a maioria [dos dadores] devia ser jovem, mas não é. Queremos captar 100 mil jovens dadores, novos dadores que se habituem a dar sangue pelo menos uma vez por ano”, sublinhou Álvaro Beleza.

Argumentou com os “ganhos na saúde”, já que cada dador é sujeito a “rigorosos” exames médicos e também aos “ganhos de espírito” que pendem sobre os eventuais dadores.

Sobre a quantidade de sangue doada anualmente, quase 200 mil litros, referiu que “corresponde às necessidades do país” e que Portugal “é autosuficiente”.

A campanha “Dador Salvador” decorre no verão, quando a quantidade de sangue recolhido diminui, por causa das férias, precisamente a altura em que há mais necessidade nos hospitais, com o aumento do número de acidentes e de internamentos.

Presente no lançamento da campanha o autarca da Figueira da Foz, João Ataíde classificou de “imperativo moral” o ato de dar sangue.

“Também sou daqueles que entende que dar sangue devia ser quase uma obrigação”, frisou, apelando aos jovens “aqueles que têm melhores capacidades e menos impedimentos têm”, disse.

“Mais do que um ato de solidariedade é um dever moral. Porque amanhã poderão ser eles os principais beneficiários, numa altura em que temos de obter sangue de outros, é reconfortante saber que já o demos”, argumentou.

02 de julho de 2011

Fonte: Lusa

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