Campanha da Coca-Cola vai abordar problema da obesidade nos EUA

Obesidade preocupa a empresa americana

A Coca-Cola, a gigante americana dos refrigerantes, vai abordar a questão da obesidade em anúncios que serão difundidos nos Estados Unidos, onde os efeitos do consumo destas bebidas para a saúde gera uma forte discussão.

O grupo anunciou a difusão, a partir da noite desta segunda-feira, em emissoras nacionais a cabo, de um vídeo "que motiva cada um a reter o conceito de que todas as calorias contam para o aumento do peso, compreendidas as da Coca-Cola e de todas as comidas e bebidas".

Igualmente, a Coca-Cola relembra o seu "compromisso em oferecer uma maior seleção de bebidas, com opções mais suaves ou sem calorias, e comunicar claramente a quantidade de calorias contidas em todos os seus produtos".

Outra publicidade, que será lançada esta quarta-feira, informará "claramente que uma lata de Coca-Cola contém 140 calorias" e incentivará as pessoas "a divertirem-se a queimar calorias", informou o grupo.

A Coca-Cola lembrou, em comunicado, que já apoia uma série de iniciativas que pretendem motivar as pessoas a praticar exercício físico e assegura ter sido o primeiro grupo de bebidas nos Estados Unidos a informar os indicadores nutricionais e calóricos dos seus produtos.

"Estamos comprometidos em unir as pessoas contra a obesidade", afirmou em comunicado Stuart Kronauge, encarregado de refrigerantes do grupo na América do Norte. "A Coca-Cola tem um papel importante nesta luta", acrescentou.

O debate sobre os malefícios dos refrigerantes foi alimentado especialmente por uma proibição parcial, aprovada recentemente pela cidade de Nova Iorque para vender bebidas de mais de meio litro.

A decisão, que entrará em vigor em março deste ano, e que só será aplicada em restaurantes, estádios e salas de cinema, tenta lutar contra a obesidade numa cidade onde 58% dos moradores são obesos ou têm excesso de peso, segundo dados oficiais.

Rita Afonso com AFP

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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