Câmara pede esclarecimentos sobre Legionella no hospital de Bragança

A Câmara de Bragança aprovou hoje por unanimidade um pedido de esclarecimento sobre a presença da Legionella no hospital da capital de distrito em que são reclamadas medidas para solucionar o problema.
créditos: AFP PHOTO/PIERRE-FRANCK COLOMBIER

A iniciativa partiu dos dois vereadores do PS e foi aprovada pela maioria social-democrata e é dirigida ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Nordeste, a entidade que gere as unidades de saúde do distrito de Bragança.

A ULS Nordeste divulgou que foi detetada, na quinta-feira, na água do hospital de Bragança a presença da bactéria sem registo de casos de doença, depois de em 2011 uma situação idêntica ter infetado três doentes, dois dos quais acabaram por morrer.

A Câmara de Bragança pretende que a administração da ULS Nordeste dê mais esclarecimentos tendo em conta “já não ser a primeira vez que acontece, que a canalização e o sistema de aquecimento de águas desta unidade de saúde já terá seguramente mais de 40 anos e que estas ocorrências podem conduzir a um grave problema de saúde pública”.

Nesse sentido, a autarquia pretende saber quantas análises positivas da bactéria foram registadas nos últimos cinco anos, e qual a periodicidade com que essas análises são realizadas.

Questiona ainda se os tratamentos efetuados pelas empresas do setor têm sido eficazes e se foi equacionada a possibilidade de remoção total do sistema de aquecimento de água e respetiva canalização.

Os eleitos autárquicos querem ainda saber se já foi exposto à tutela o sucedido e que medidas foram tomadas para garantir a segurança de doentes, utentes e colaboradores e por parte da Autoridade de Saúde Pública a fim de resolver esta situação descrita como “recorrente”.

Num comunicado enviado, na sexta-feira, às redações, a administração da ULS Nordeste garantia que “foram tomadas de imediato todas as medidas necessárias – e em conformidade com as orientações emanadas pela Direção Geral da Saúde – no sentido da erradicação daquele agente”.

Sem especificar que medidas foram adotadas, a administração indicou apenas que «visaram “a garantia da qualidade química e biológica da água e da segurança de todos os doentes internados naquela Unidade Hospitalar”.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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