Cães conseguem detetar cancro do pulmão com o olfato

Estudo austríaco pretende criar nariz eletrónico

25 de janeiro de 2013 - 11h33



Os cães têm uma grande capacidade para detetar o cancro do pulmão através do olfacto, revela um estudo austríaco que abre caminho para novas possibilidades de diagnóstico da doença.



Os animais que participaram no estudo sentiram o cheiro de 120 amostras de hálito de pessoas doentes e saudáveis e conseguiram identificar em 70% dos casos as que sofriam de cancro do pulmão.



"Os cães não têm qualquer problema em identificar os pacientes com tumores cancerígenos", explica Peter Errhalt, chefe do departamento de pneumologia do hospital de Krems, na Áustria, e um dos autores da descoberta.



Este resultado é tão promissor que está prevista uma nova investigação de dois anos com amostras de 1.200 pessoas, indicou Peter Errhalt numa conferência de imprensa.



Os resultados do estudo austríaco coincidem com outros testes realizados nos EUA e Alemanha.



O objetivo a longo prazo é determinar quais são exatamente os odores que os cães são capazes de detetar e os que ficam por diagnosticar, explica Michael Muller, do hospital Otto Wagner de Viena, que colaborou com a investigação.



Os cientistas pretendem depois alargar a investigação a outras áreas disciplinares e construir uma espécie de "nariz eletrónico" capaz de diagnosticar o cancro do pulmão e aumentar assim as possibilidades de sobrevivência dos pacientes.



SAPO Saúde com AFP

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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