Cabo Verde pede mais 4 milhões de euros para combater SIDA e tuberculose

Cabo Verde pediu um novo financiamento de cerca de quatro milhões de euros junto do Fundo Global para combater o VIH-SIDA e a tuberculose no período 2015-2017, indicou fonte oficial.

A informação foi avançada esta terça-feira à agência Lusa pelo secretário executivo do Comité de Coordenação e Combate à Sida (CCS-Sida), Artur Correia, indicando que o novo financiamento servirá para dar mais atenção aos grupos-chave, como homossexuais, consumidores de droga e profissionais do sexo.

"Há uma contribuição financeira nacional dos nossos parceiros bilaterais para a luta contra a SIDA. Mas temos uma diferença de quase quatro milhões de euros para os próximos três anos e é esta proposta que estamos a discutir para podermos ter sucesso de financiamento junto do Fundo Global", sustentou.

Sobre a situação da tuberculose e da SIDA, Artur Correia, que falava à Lusa no final de um encontro sobre SIDA e Tuberculose, referiu que Cabo Verde "está no bom caminho", quer na prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados.

"Queremos reforçar a nossa proposta, pelo que traçamos algumas metas muito ambiciosas. Por exemplo, ao nível da transmissão vertical (de mãe para filho) do VIH-SIDA, Cabo Verde passou de 15% há alguns anos para 3% neste momento. E a nossa meta para os próximos três anos é conseguir uma percentagem menor que 3% de crianças positivas nascidas de mães seropositivas", prosseguiu Artur Correia.

Afirmando que a meta será conseguida, o secretário executivo do CCS-Sida lembrou que Cabo Verde conta com uma taxa de prevalência da SIDA de 0,8%, mas é uma percentagem que o país quer manter ou diminuir nos próximos anos.

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