Bragança reforça pediatria e poupa deslocações de crianças ao Porto

O novo pediatra, Luís Ribeiro, de 32 anos, tem uma lista de 12 crianças para acompanhar em Bragança
17 de setembro de 2013 - 16h21



Os serviços de saúde do Nordeste Transmontano foram reforçados com um novo pediatra que passa a assegurar na região cuidados até agora apenas disponíveis no Porto para patologias como a diabetes, divulgaram hoje os responsáveis.



A contratação do novo pediatra vai permitir realizar em Bragança consultas e tratamentos a crianças com patologias como a diabetes tipo I, que só estavam disponíveis a mais de 200 quilómetros, nos hospitais do Porto, segundo anunciou Domingos Fernandes, diretor clínico da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE).



“É uma vantagem poupar quilómetros para tratar crianças de três, quatro, cinco anos”, realçou, apontando também a mais-valia para as famílias, “muitas das vezes com dificuldades económicas “.



O novo pediatra, Luís Ribeiro, de 32 anos, tem uma lista de 12 crianças para acompanhar em Bragança, algumas das quais já conhece do Hospital de Santo António, no Porto, onde fez o internato, como contou hoje à Lusa.



Escolheu Bragança para exercer a especialidade porque lhe deram “oportunidade de iniciar um projeto” com serviços até agora inexistentes nesta zona do interior do país, que darão resposta também a outras doenças na área da endocrinologia, como as da tiroide.



Este profissional é o quinto a integrar o quadro da Pediatria da ULSNE e o oitavo contando com outros especialistas em regime de prestação de serviços.



A ULSNE contratou, no último ano, 17 novos médicos para diferentes especialidades, ainda assim, o quadro médico continua com um défice, como observou o diretor clínico que espera atenuar com o preenchimento de mais “cinco ou seis” vagas num novo concurso a ser lançado pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) “esta semana ou na próxima”.



As especialidades com maiores carências são a Ginecologia/Obstetrícia, Anestesiologia, Medicina Geral e Familiar e Medicina Interna, de acordo com o diretor clínico.



Domingos Fernandes reconhece que os serviços de saúde na região ainda têm “um longo caminho” para evitar as deslocações a que são obrigados os doentes para terem acesso a consultas, tratamentos e exames de especialidade.



Ressalvou, porém que a contratação de novos profissionais e um reforço da oferta de meios complementares de diagnóstico têm contribuído para reduzir o fluxo de viagens dos utentes aos hospitais centrais.



O diretor clínico da ULSNE apontou que já se fizeram nos últimos tempos “menos dois mil exames fora do distrito”, um número que espera “conseguir chegar próximo dos três mil até ao final do ano, início do próximo”.



O responsável lembrou que a realização destes exames na região corresponde a deslocações que os doentes não tiveram de fazer para efetuarem, por exemplo, ressonâncias magnéticas ou TAC (Tomografia Axial Computorizada).



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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