Beber álcool antes da gravidez aumenta risco de cancro de mama

Investigadores observaram que tecidos mamários são mais sensíveis à carcinogénese antes da gravidez
29 de agosto de 2013 - 09h40



Mulheres jovens que bebem álcool frequentemente antes da primeira gravidez correm maior risco de desenvolver cancro de mama em comparação com aquelas que começaram a tomar bebidas alcoólicas depois da gravidez, revelou um estudo realizado nos Estados Unidos publicado na quarta-feira.



Estudos anteriores já tinham demonstrado que o consumo de bebidas alcoólicas no ano anterior à gravidez poderia aumentar o risco de cancro de mama nas mulheres.



Mas o vínculo entre o consumo de álcool durante o período compreendido entre a primeira menstruação e a primeira gravidez e o risco de desenvolver este tipo de cancro não tinha ainda sido evidenciado até agora, revelam os autores do estudo, publicado na revista do Instituto Americano do Cancro.



Os investigadores observaram que os tecidos mamários são particularmente sensíveis à carcinogénese durante este período da vida.



Os cientistas, entre eles Ying Liu, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington em Saint Louis (Missouri), analisaram dados médicos de 91.005 mães de 25 aos 44 anos, sem antecedentes de cancro, que responderam a um questionário em 1989 sobre consumo de álcool e estilo de vida. Estas mulheres voltaram a ser consultadas em 2009.



Entre as participantes, 20,4% disseram nunca ter bebido álcool entre o momento de sua primeira menstruação e a sua primeira gravidez, enquanto 3,8% relataram um consumo de moderado a elevado.



Os autores constataram 1.609 casos de cancro de mama e 970 casos de tumores benignos de mama durante os 20 anos de estudo.



Beber álcool entre a primeira menstruação e a primeira gravidez traz um risco maior de desenvolver cancro de mama e tumores mamários benignos do que consumir álcool após a primeira gravidez.



O risco aumenta com a quantidade de álcool consumida neste período de maior vulnerabilidade, destacaram os cientistas, que também observaram que quanto maior o período compreendido entre a primeira menstruação e a primeira gravidez, maior o risco de se desenvolver a doença.



SAPO Saúde com AFP


artigo do parceiro: Nuno Noronha

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