Aveiro quer unidade central polivalente na saúde e agregar hospitais de Anadia e Ovar

Gestão do Centro Hospitalar do Baixo Vouga tem gerado polémica nos municípios de Estarreja e Águeda
22 de maio de 2013 - 16h47



A Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) quer que o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) mude de nome, integre o Hospital de Anadia e participe na gestão do Hospital de Ovar.



As posições constam de um parecer, hoje divulgado e emitido pelo conselho executivo da CIRA sobre o "Plano Estratégico 2013/2016" do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.



No documento, a CIRA propõe que a designação passe a ser Centro Hospitalar da região de Aveiro, agregando em integração plena o Hospital de Anadia, e, com acordo de parceria de gestão, o Hospital de Ovar, salvaguardando as suas especificidades, nomeadamente na referenciação da urgência e da emergência ao Hospital de São Sebastião de Santa Maria da Feira.



No parecer, o conselho executivo da Comunidade Intermunicipal defende "a capacitação técnica e institucional do CHBV, assumindo desde já os objetivos estratégicos de ser uma Unidade Central com uma Urgência Polivalente, procedendo à qualificação e ampliação das suas instalações, numa operação faseada que promova uma melhor articulação e integração de serviços, além de ser uma Unidade cooperante com a Universidade de Aveiro no apoio aos seus Alunos de Medicina e de outras áreas de formação da saúde".



Sobre as decisões de gestão e de localização de serviços entre os polos do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, que tem gerado polémica nos municípios de Estarreja e Águeda, o conselho executivo da Comunidade Intermunicipal preconiza algumas orientações: devem ter em consideração as questões ligadas à mobilidade e transportes, "estando a CI Região de Aveiro disponível para trabalhar em equipa esses aspetos, no âmbito do Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro".



Assume que deve ser seguida uma "lógica de complementaridade, de racionalização de recursos, de prestação de serviços de proximidade e de rentabilização das estruturas existentes, sempre na ótica do utente, cultivando de forma progressiva a integração do funcionamento dos serviços numa lógica tripolar, matriz da criação do CHBV".



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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