Autarca alerta que mais de 85% da população de Sardoal está sem médico de família

Autarca local defende a criação de uma Unidade de Saúde Familiar no concelho
15 de maio de 2014 - 17h33



A falta de médicos no concelho de Sardoal está a afetar cerca de 85% da população do concelho, alertou hoje o presidente da Câmara Municipal local, tendo reclamado por medidas urgentes para reverter a atual situação.



Miguel Borges (PSD) disse à agência Lusa que o que está a acontecer ao nível dos cuidados de saúde primários em Sardoal "é muito triste", pois "3.454 utentes estão hoje sem médico de família" num universo de 4.083 habitantes registados no centro de saúde local.



"Algumas conquistas de Abril ainda estão por cumprir e o aceso à saúde é uma delas", lamentou o autarca, manifestando "tristeza" por ver, "às tantas da madrugada, pessoas à porta do centro de saúde à espera de conseguirem uma consulta".



O Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo assegura os serviços médicos mínimos no centro de saúde local, através de uma empresa de prestação de serviços e de horas extraordinárias, uma solução que, no entender de Miguel Borges, "não dá resposta às necessidades básicas dos utentes" no concelho.



"Como grande parte dos municípios do interior do país, o Sardoal também luta com uma grande falta de médicos. É uma situação bastante grave e que vai contra o espírito do nosso sistema nacional de saúde", advogou, acrescentando que se reuniu já com responsáveis do Ministério da Saúde para "sensibilizar" para esta situação e "apresentando algumas soluções possíveis".



O autarca defendeu a criação de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) no concelho, com a adaptação do atual centro de saúde da vila, considerando que esta medida poderá ser uma das soluções para o problema.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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