Austrália vai suspender vistos para países afetados pelo Ébola

As autoridades australianas anunciaram esta segunda-feira a suspensão dos movimentos migratórios de países afetados pelo vírus Ébola na África Ocidental de forma a prevenir a chegada da doença ao seu território.
créditos: EPA/DANIEL IRUNGU

A decisão, anunciada pelo ministro da Imigração, Scott Morrison, traduz-se na paragem da emissão de vistos para pessoas oriundas dos países afetados pela doença, depois de uma jovem de 16 anos oriunda da Guiné-Conacri ter estado isolada por receio de ser portadora do Ébola.

"Estas medidas vão suspender temporariamente o programa migratório, incluindo o programa humanitário, destinado a pessoas dos países afetados pelo Ébola", disse.

O político acrescentou, contudo, que as pessoas a quem já foi garantido o visto vão poder viajar para a Austrália, muito embora o plano de contingência vá obrigar a vários exames e cuidados adicionais com vista a evitar o vírus.

Caso negativo

Os serviços médicos australianos informaram também esta segunda-feira que o resultado da despistagem do vírus Ébola a que foi submetida uma jovem que viajou para o país a partir da África Ocidental deu negativo.

A jovem, de 18 anos, foi colocada em isolamento no domingo num hospital da cidade de Brisbane depois de manifestar sintomas de febre durante 12 dias após ter chegado à Austrália oriunda de uma zona de alto risco.

Apesar dos testes negativos, os médicos irão manter a jovem internada durante, pelo menos, mais dois dias, para afastarem por completo a possibilidade de infeção por Ébola.

A responsável do departamento de saúde do estado de Queensland, Jeannette Young, já tinha salientado que a jovem não teve qualquer contacto conhecido com uma pessoa infetada pelo vírus.

A jovem, cuja identidade não foi revelada, chegou há pouco mais de uma semana à Austrália onde vai permanecer e instalou-se em casa de familiares, estes também sob vigilância médica.

De acordo com os números oficiais, o vírus Ébola já terá afetado mais de 10.000 pessoas, das quais 4.900 morreram.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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