Aumento de temperatura/calor: Desidratações, queimaduras e agravamento de doenças crónicas são os principais riscos

Desidratações, queimaduras solares e agravamento de doenças crónicas são os principais riscos de picos de calor, disse hoje à Lusa uma fonte da Direcção Geral da Saúde, lembrando que as consequências afetam mais os idosos e os jovens.

“O problema do calor é, essencialmente, o agravamento de patologias já existentes ou situações de desidratação ou queimaduras solares”, referiu, adiantando: “este ano temos tido a noção que as queimaduras solares têm sido algo que se tem evidenciado”.

Segundo Leonor Batalha, “nos jovens, as ocorrências relacionadas com o calor, sendo em número muito inferior ao dos idosos, fazem-se sentir ao nível da desidratação e principalmente de queimaduras solares, pelo facto de não tomarem as medidas de proteção apropriadas”.

Por outro lado, acrescentou, “deverá ter-se em conta que, durante o verão, os níveis de radiação ultravioleta são habitualmente muito elevados o que justifica essa situação (queimaduras solares frequentes)”.


Nestas alturas, os hospitais reforçam os seus meios para responder a um acesso mais frequente sobretudo às urgências, sendo que cada um faz esse reforço de acordo com um Plano de Contingência específico.

“O reforço dos meios varia consoante os hospitais até porque o aumento das temperaturas não ocorre de igual modo em todo o país”, explicou a responsável da Divisão de Saúde Ambiental da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS tem hoje em alerta amarelo os distritos de Santarém, Lisboa e Setúbal, de acordo com informação disponível no site.

O alerta amarelo, o segundo nível em três, deve-se às temperaturas elevadas previstas, que podem causar efeitos na saúde.

Segundo site da DGS aguardam-se para hoje 35 graus Celsius em Santarém e Setúbal e 33 em Lisboa.

A DGS aconselha ao aumento da ingestão de água ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, que se evite o consumo de bebidas alcoólicas e que nos períodos de maior calor se procurem ambientes frescos.

Dar atenção aos idosos que vivem sozinhos é outras das advertências, a que se juntam avisos para os trabalhadores no exterior.

24 de junho de 2011

Fonte: Lusa/SAPO

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