Aumentam urgências hospitalares por falta de resposta dos centros de saúde

Tempo de espera para ser visto por médico nos hospitais públicos aumentou 10 minutos desde 2000
22 de setembro de 2014 - 08h22



Cerca de metade das pessoas que recorrem às urgências hospitalares fazem-no por não conseguir atendimento no centro de saúde ou porque o episódio de doença ocorre fora do horário dos cuidados primários, segundo um inquérito da associação Deco.



Com base em 3.556 respostas a inquéritos lançados em outubro de 2013, a associação de defesa do consumidor conclui que aumentou o número de doentes que vai ao hospital por não conseguir ser atendido nos centros de saúde.



Do total de inquiridos, há ainda 12% que alega não ter recorrido aos serviços de urgência por falta de dinheiro para pagar a taxa moderadora.



As conclusões do inquérito, divulgadas hoje na revista Teste Saúde, mostram que há cinco anos, num estudo semelhante, apenas um quarto dos inquiridos apresentou motivos idênticos para recorrer ao hospital.



“Os resultados mostram um claro aumento do recurso às urgências hospitalares por falta de resposta dos cuidados de saúde primários”, refere o artigo.



Em 2009, eram quatro em cada 10 os utentes que foram atendidos nos centros de saúde a precisar de uma consulta urgente.



No atual inquérito, o número baixou para metade, com apenas dois em cada 10 a conseguir, quando precisa, consulta urgente nos cuidados de saúde primários.



Apenas 13% a necessitar de cuidados urgentes



Outra das razões para os utentes optarem pelas urgências dos hospitais é a convicção de que há “melhores condições de tratamento e de que os profissionais são mais eficientes, por estarem mais habilitados a lidar com situações graves”.

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