Auditorias encontram falhas no registo e diagnóstico que chegam aos 70% nos centros de saúde

A taxa de incumprimento ultrapassou os 50% em alguns hospitais
27 de janeiro de 2014 - 11h45



As 107 auditorias feitas em 2013 aos centros de saúde e hospitais pela Ordem dos Médicos em parceria com a Direção-Geral da Saúde, para perceber se as normas clínicas feitas por grupos de especialistas estavam a ser bem aplicadas no terreno, permitiram perceber que no caso dos cuidados de saúde primários o incumprimento chega aos 70% em alguns centros de saúde.



Falhas nos registos, nos diagnósticos de doenças como a diabetes, prescrição da medicação que não é adequada e o mesmo exame pedido várias vezes por especialistas diferentes foram os erros mais comuns, de acordo com as conclusões divulgadas esta segunda-feira pelo Diário de Notícias.



As normas de orientação clínica, que foram também uma das exigências da troika para uniformizar a prestação de cuidados de saúde entre as várias unidades em Portugal, já são mais de 100. Porém, só 19 podem ainda ser alvo de auditorias, por serem as que estão validadas por uma comissão científica.



Foram escolhidas cinco e dentro destas a taxa de cumprimento numa avaliação inicial foi de 21% nos centros de saúde e 53% nos hospitais.



Houve falhas em que mesmo perante duas análises seguidas com 116 de glicémia a doença - diabetes - continuava por diagnosticar ou em que um doente com problemas renais recebeu para a diabetes um medicamento que nestes casos deve ser evitado.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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