Associação reivindica a integração de queimados nas doenças crónicas

Associação dos Amigos dos Queimados defende também criação de unidade de queimados para crianças

20 de junho de 2014 - 10h22

O presidente da Associação dos Amigos dos Queimados (AAQ) reivindicou hoje, em Coimbra, a integração de queimados nas doenças crónicas e a criação de uma unidade de queimados para crianças.

"Os queimados não são integrados nas doenças crónicas e efetivamente são doentes crónicos, porque não há possibilidade de apagar a lesão que a queimadura criou", observou Celso Cruzeiro, presidente da AAQ, defendendo que os doentes queimados devem "ter as regalias dos doentes crónicos".

Celso Cruzeiro alertou também para a inexistência, em Portugal, "de uma unidade de queimados criada especificamente para crianças" e para a não comparticipação de cremes que estes doentes têm que usar.

"Há uma série de obstáculos com os quais temos que lutar", disse o presidente da AAQ, sublinhando que a associação tem "de se valer de espetáculos de solidariedade e outras iniciativas para angariar algumas receitas" para as suas atividades.

Na terça-feira, a AAQ promove um concerto de solidariedade de Sérgio Godinho no Teatro Académico Gil Vicente, através do qual pretende angariar fundos para realizar, entre outras atividades, o campo de férias para crianças e adultos queimados.

O campo de férias de adultos realizou-se pela primeira vez este ano, tendo decorrido no início de junho nas Termas de Monfortinho.

Já o campo de férias para crianças é um projeto que a associação promove "há 14 anos", onde se trabalha "do ponto de vista físico e psicológico" e se preparam os jovens "para a reinserção social".

"É um campo de férias normal, mas em que os programas funcionam para os libertar do estigma", explicou Celso Cruzeiro, considerando que o grande desafio tem a ver com o estigma em torno das suas queimaduras.

No campo de férias, "sentem-se iguais aos outros”.

“Não há diferença. Sentem-se livres e não se importam de mostrar as queimaduras", sublinhou.

Por Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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