Dados demonstram revolução no tratamento da hepatite C

A presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) disse esta quarta-feira que os dados do Infarmed sobre doentes totalmente curados de hepatite C vêm demonstrar que se está “perante uma revolução no tratamento da doença”.
créditos: AFP/ERIC CABANIS

“Estes dados mostram que estamos perante uma revolução no tratamento da hepatite C. Conseguimos tratar e curar os nossos doentes. Este programa iniciou-se em fevereiro, ainda não temos tempo para ter os resultados que desejamos”, declarou à agência Lusa Isabel Pedroto.

A responsável da APEF lembrou que a maior parte dos tratamentos são prolongados (24 semanas) e que o doente só sabe se está curado 12 semanas após este ter terminado.

“É claro que é uma boa notícia. É um começo. Vamos ter de aguardar mais umas semanas para saber mais dados. A maior parte dos meus doentes [estou a tratar os mais graves] só vão terminar agora e depois ainda temos de esperar mais uns meses para dizer que estão curados”, salientou a especialista.

Na opinião da médica Isabel Pedroto, estes 107 casos são uma pequena parte, mas refletem "um bom começo e que se está no bom caminho".

“Este medicamento é uma a revolução, especialmente para quem está na área da hepatologia, como eu, e que se confrontava diariamente com o insucesso terapêutico e os efeitos colaterais”, realçou, acrescentando que as perspetivas para o futuro “são animadoras”.

Comentários