Associação de doentes com cancro defende revisão da lei do tabaco

Numa altura em que a Lei do Tabaco faz sete anos de entrada em vigor, a União Humanitária dos Doentes com Cancro apela à revisão da lei do tabaco, transpondo a diretiva europeia aprovada em abril, com o objetivo de promover uma redução sustentada do consumo e consequente melhoria da saúde pública.
créditos: AFP

A União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) defende a proibição de fumar em todos os restaurantes, bares, discotecas e casinos, sem exceções.

Cláudia Costa, porta-voz da UHDC, acredita que “perante o elevado número de mortes em Portugal devido a doenças relacionadas com o tabaco, é imperativo que se proceda à revisão da actual Lei do Tabaco, visitando e eliminando as excepções previstas”.

A Associação foi precursora da atual Lei do Tabaco, ao entregar uma Petição na Assembleia da República, a 7 de abril de 2004, para que fosse proibido fumar em todos os espaços públicos fechados, e a determinação de continuar a consciencializar a sociedade para a problemática do tabagismo permanece.

Neste contexto, Cláudia Costa denuncia o caso dos estabelecimentos que podem optar por ter espaços para fumadores - “para além de ser uma forma de concorrência desleal para com os demais estabelecimentos que cumprem a Lei, é, acima de tudo, um perigo real para a saúde dos clientes não fumadores e uma falta de consideração pelos trabalhadores que têm que trabalhar nesses locais com fumo".

Segundo um relatório da Direção Geral de Saúde sobre o exercício realizado no âmbito da Avaliação de Impacto da Lei do Tabaco, o consumo de tabaco é responsável por uma em cada dez mortes ocorridas na população adulta, uma em cada cinco mortes por cancro  e só em 2012 morreram em média 29 pessoas por dia devido a doenças relacionadas com o tabaco.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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