Asma é uma doença “subdiagnosticada e subtratada”

Sintomas mais comuns são a falta de ar, cansaço, pieira, tosse, dores ou pressão no peito
7 de maio de 2013 - 15h09



A “Semana da Asma”, que está a decorrer em Vila Real, visa alertar a população e médicos para esta doença crónica que está “subdiagnosticada e subtratada” em Portugal, disse hoje fonte da organização.



O Dia Mundial da Asma assinala-se na primeira terça-feira do mês de maio. Numa iniciativa da Fundação Portuguesa do Pulmão e do Centro de Diagnóstico Pneumológico, do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Douro Norte, decorre até ao dia 13, em Vila Real, a “Semana da Asma”.



Trata-se de uma doença crónica muito comum e que afeta a passagem de ar de e para os pulmões, causando inflamação das vias respiratórias e dificuldade em respirar.



“Há poucos casos de asma diagnosticados. É uma doença crónica que pode ser altamente incapacitante, que implique má qualidade de vida e nós queremos evitar exatamente esse prognóstico e que os asmáticos levem uma vida saudável, semelhante à da população em geral”, afirmou hoje à agência Lusa a médica Teresa Furriel.



A clínica disse que a doença está diagnosticada a 5% da população portuguesa. No entanto, de acordo com a responsável, ela afetará “entre 10 a 12% da população em geral”.



“Está subdiagnosticada e subtratada, o que implica maiores custos e menor qualidade de vida”, afirmou.



Por isso mesmo, a “Semana da Asma” visa alertar o público em geral e os médicos que “muitas vezes se esquecem de pensar na asma”. “Sobretudo os médicos não especialistas da área de pneumologia, que esquecem com frequência da asma”.



Durante este período vão decorrer vários workshops subordinados a temas como “Tratamento da asma”, “Implicações pessoais da asma”, “Desafios da asma” ou “Casos clínicos”.



“Queremos ajudar a educar a população no sentido de que uma tosse ou uma certa falta de ar, podem ser sinónimos de asma e devem ser diagnosticados e tratados”, salientou a médica.



No campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizam-se ainda provas funcionais respiratórias.



Os sintomas mais comuns da doença são a falta de ar e cansaço, pieira e tosse, dores ou pressão no peito.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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