As mãos são o principal veículo de infeções nos hospitais, alerta a OMS

Sete a dez por cento dos pacientes internados desenvolvem infeções hospitalares
23 de agosto de 2013 - 14h43



O contacto com as mãos dos trabalhadores dos serviços de saúde é um dos principais veículos de transmissão da infeção nos hospitais, anunciou ontem a Organização Mundial da Saúde (OMS).



"As infeções associadas aos centros de saúde, geralmente, aparecem depois do contato entre o médico e o paciente, através da transmissão dos germes das mãos", indicou o organismo ao comentar os primeiros resultados da implementação do seu programa para uma melhor higiene das mãos.



As infeções mais comuns são as do trato urinário, as de áreas que foram intervencionadas cirurgicamente, as pneumonias e as septicemias, descreve a organização.



"Em cada 100 pacientes hospitalizados, pelo menos, sete nos países desenvolvidos e dez nos países em desenvolvimento contraem uma infeção associada aos serviços de saúde. No caso dos cuidados intensivos, a taxa de infeções atinge os 30% dos pacientes”, informa a OMS a partir de dados recolhidos em todo o mundo.



A agência de saúde da ONU considera que é necessário sensibilizar e treinar os funcionários para a questão da higiene das mãos, fornecer-lhes uma solução hidroalcoólica, controlar as boas práticas e colocar lembretes em lugares-chave da área de trabalho.



A estratégia da OMS para o controlo da higiene das mãos foi aprovada pela primeira vez em 43 hospitais localizados em áreas geográficas e económicas muito diferentes, como a Arábia Saudita, Costa Rica, Itália, Mali e Paquistão.



Esta iniciativa faz parte de um estudo cujos resultados foram publicados na revista The Lancet Infectious Diseases.



Medida simples



No período em que esta estratégia foi aplicada nos centros médicos destes países (entre dezembro de 2006 e dezembro de 2008), o respeito pelas boas práticas de higiene das mãos aumentou de 51% para 67%.



Até agora, a estratégia da OMS foi aplicada num total de 15.700 estabelecimentos de saúde em 168 países e os resultados do estudo corroboram a sua validade como uma referência universal.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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