Artista norte-americana Mary Fisher fala sobre VIH/sida no Porto

Artista plástica de 65 anos é portadora do vírus
17 de junho de 2013 - 11h22



A artista plástica norte-americana Mary Fisher, que é apontada como uma das mais reconhecidas ativistas na defesa das pessoas infetadas pelo vírus VIH/Sida e do seu tratamento humano e digno, profere na quinta-feira no Porto uma conferência sobre o tema.



No Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), Mary Fisher irá abordar a sua experiência como pessoa que vive com o VIH e sobre os mais de 20 anos de ativismo em defesa das pessoas infetadas com este vírus.



Exemplificando com o seu próprio caso, uma mulher branca, proveniente de uma família rica, a artista plástica pretende fazer chegar a mensagem de que o VIH/SIDA não discrimina e qualquer pessoa pode contrair a doença.



Em 1992, Mary Fisher “protagonizou um dos momentos marcantes da Convenção Nacional do Partido Republicano, ao dirigir-se aos delegados com um emotivo discurso de 13 minutos em que se identificava como portadora do vírus da imunodeficiência humana, vírus que não se importava ‘se eram democratas ou republicanos, brancos ou negros, homossexuais ou heterossexuais, novo ou velho’", refere o ISPUP.



Esse discurso, conhecido como “A whisper of AIDS”, foi incluído numa antologia dos 100 melhores discursos americanos do século XX, ao lado de outras peças marcantes de oratória como o discurso de Martin Luther King, em Washington, "I Have a Dream", ou o "Ich bin ein Berliner", de John F. Kennedy.



Desde então, a artista plástica agora com 65 anos, autora de seis livros e mãe de dois filhos, tem colaborado com várias instituições internacionais (como o programa da Nações Unidas para o VIH/SIDA) e é ainda fundadora do Mary Fisher Clinical AIDS Research and Education (CARE) Fund, na Universidade do Alabama, dedicado a apoiar a investigação científica para o cuidado de pessoas que vivem HIV, especialmente mulheres.



Colabora também com o Abataka African Project, sediado na Zâmbia, que apoia jovens mulheres seropositivas consideradas em risco, na aquisição de competências e educação.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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