Arranca campanha para a saúde materno-infantil

O lema é "Nenhuma mulher deve morrer por dar vida", no âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

O Governo português pretende dedicar "uma atenção especial" à promoção da saúde materno-infantil, no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), lançando hoje uma campanha que tem como lema "nenhuma mulher deve morrer por dar vida".

Em todo o mundo morre uma mulher por minuto por complicações durante a gravidez ou o parto, o que levou à inclusão da redução da mortalidade materna em 75 por cento até 2015 na lista dos ODM, fixados na Declaração do Milénio, adoptada em 2000, por todos os Estados membros da Assembleia Geral das Nações Unidas.

"O ODM 5, virado para a saúde materno-infantil, precisa de uma atenção especial", até porque "é o Objectivo (de Desenvolvimento do Milénio) menos conseguido, de todos é aquele em que os resultados estão mais aquém", justificou o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, em entrevista à agência Lusa.

João Gomes Cravinho sublinhou ainda que Portugal pode dar um contributo importante para a promoção deste ODM, já que tem "um percurso extraordinário precisamente nesta área da saúde materno-infantil".

A evolução dos últimos 30 anos "honra o país" e Portugal "deve dedicar-lhe uma atenção especial, naturalmente mais nos países de expressão portuguesa", onde pode "ter algum impacto", disse o governante.

A campanha "ODM 5 - Nenhuma mulher deve morrer por dar vida", a ser lançada hoje na Escola Básica e Secundária Josefa de Óbidos, em Lisboa, pretende "sensibilizar em relação àquilo que precisa de ser feito e àquilo que já está a ser feito", explicou.

A campanha pelo ODM 5 surge numa altura em que as Nações Unidas se preparam para realizar a Cimeira dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 20 e 22 de Setembro, em Nova Iorque.

"Sempre recusamos qualquer segmentação artificial dos ODM. Estão interligados, fazem parte de uma lógica de conjunto e, além disso, têm todos elementos de transversalidade. Não é possível fazer grandes progressos no ODM 5 se não houver também progressos a nível do ODM 3, sobre igualdade de género, do ODM 2, sobre acesso à escolaridade, ou do ODM 4, sobre redução da mortalidade infantil", realçou João Gomes Cravinho.

"Mas, para efeitos Educação e da Saúde, com o apoio da Caixa Geral de Depósitos e da RTP, e que contará, na sessão de lançamento junto de algumas turmas de alunos do 9º ano, com a presença da secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, e de Catarina Furtado, Embaixadora da Boa Vontade do FNUAP (fundo da ONU para a População).

2010-09-14

Fonte: Lusa

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