Apenas 13% dos casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica estão diagnosticados

Organização Mundial de Saúde diz que doença será a quinta causa de incapacidade em 2030
28 de outubro de 2013 - 14h00



Apenas 13% dos casos de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) estão diagnosticados, segundo a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), que estima que esta doença afecte cerca de 800 mil portugueses.



Pelo facto desta doença respiratória se encontrar sub-diagnosticada, muitos doentes só procuram um médico depois de perderem cerca de 50% da capacidade respiratória, alertou neste domingo a SPP em comunicado.



Carlos Robalo Cordeiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, salienta no comunicado que “é fundamental promover o diagnóstico precoce, de modo a intervir atempadamente e abrandar o declínio da capacidade respiratória do doente” e sublinha que cerca de 86% dos doentes a quem foi feito o diagnóstico com base na realização de uma espirometria não estavam identificados.



A SPP defende ser importante promover o acesso à espirometria através dos Cuidados de Saúde Primários, pois de acordo com a vice-presidente da organização, Cristina Bárbara, “é impossível diagnosticar a DPOC à luz da simples observação sem a realização de uma espirometria”.



A DPOC foi um dos temas debatidos no XXIX Congresso de Pneumologia, que decorreu entre sexta-feira e hoje em Albufeira.



Segundo uma projecção da Organização Mundial de Saúde, esta será a quinta causa de incapacidade em 2030.



Em Portugal, a mortalidade por doenças respiratórias constitui a terceira principal causa de morte a seguir às doenças cardiovasculares e aos tumores, de acordo com os dados do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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