APAV e DGS oficializam colaboração para melhorar atendimento das vítimas

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima e a Direção-Geral da Saúde assinam, na quarta-feira, um protocolo de colaboração que visa melhorar as condições de atendimento, proteção, acompanhamento e apoio às vítimas de crime que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde.

O protocolo pretende “regulamentar a colaboração e cooperação direta e recíproca” entre a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), em áreas como a informação à vítima e encaminhamento, formação, colaboração em ações e projetos nesta área, apoio técnico comum, partilha de informação e realização de campanhas comuns de sensibilização, refere a APAV.

Maria de Oliveira, técnica da APAV, disse à agência Lusa que este protocolo vai ao encontro do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem afirmado, que “o setor da saúde tem de ter um potencial para adotar um papel mais proactivo a nível da prevenção primária, secundária e terciária” de situações de violência.

Para a técnica, “é importante que a Direção-Geral da Saúde e o próprio Ministério da Saúde participem na prevenção deste tipo de situações”.

“Estima-se que cerca de 12 milhões de pessoas, a cada ano, no mundo seja vítimas de vários tipos de violência”, com consequências “não só a nível físico, mas também a nível psicológico nas vítimas”, sublinhou.

O que o protocolo pretende que “haja uma colaboração mútua” entre as duas instituições, “com especial enfoque” nas pessoas que recorrem ao Serviço Nacional de saúde (SNS) e que podem “beneficiar de um apoio especializado” nesta área, explicou Maria de Oliveira.

Visa também formar os profissionais de saúde no sentido de conhecerem os sinais que podem detetar uma situação de violência que está a ser vivenciada por uma criança, uma mulher ou um idoso, e saberem os serviços para onde podem encaminha as vítimas.

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