Análise aos produtos da Iglo não detetou vestígios de carne de cavalo

Em Portugal, não foi identificado qualquer caso
18 de fevereiro de 2013 - 16h31



O diretor-geral da Iglo Portugal, Rui Braga, confirmou hoje à Agência Lusa que os produtos ultracongelados desta empresa não contêm carne de cavalo.



“Os resultados dos testes foram negativos quanto à presença de carne de cavalo, nos nossos produtos, tanto os comercializados em Portugal como noutros países europeus”, afirmou o responsável da multinacional alimentar.



A Iglo decidiu pedir as análises depois de terem sido descobertas, na semana passada, no Reino Unido, embalagens de lasanha da marca Findus que contêm carne de cavalo, mas que estavam etiquetadas como contendo carne de vaca, situação que foi posteriormente detetada noutros países da Europa e com outras marcas, que têm estado a ser retiradas do mercado.



Em Portugal, não foi identificado qualquer caso.



Rui Braga adiantou que a Iglo vai continuar a efetuar análises e reforçar o controlo sobre os fornecedores para “garantir a segurança da cadeia de abastecimento”.



A União Europeia (UE) aprovou na passada sexta-feira o lançamento imediato de um plano para combater a fraude com produtos alimentares, em resposta ao escândalo da carne de cavalo vendida como vaca, que alastra pelo continente.



O comité europeu para a Cadeia Alimentar e Saúde Animal aprovou, em reunião extraordinária, uma deliberação para que seja aplicado um plano de testes de ADN em produtos vendidos como carne de vaca e exames aos matadouros para despistar a presença de uma droga para gado equino que é prejudicial aos seres humanos.



Uma declaração daquele organismo esclareceu que o plano tem a vigência de um mês e começará a ser aplicado imediatamente, podendo ser alargado durante mais dois meses.



O plano supõe análises de ADN para detetar a presença de carne de cavalo não identificada em produtos alimentares processados e detetar eventuais resíduos na carne de cavalo de fenilbutazona, uma droga anti-inflamatória.



Em cada país da União Europeia serão recolhidas entre 10 e 150 amostras de produtos alimentares, num total de 2.250 amostras nos 27, enquanto para detetar a fenilbutazona serão recolhidas amostras por cada 50 toneladas de carne de cavalo que saia dos matadouros.



O comissário europeu para a Saúde, Tonio Borg, afirmou esperar que os Estados-membros apliquem rapidamente o plano para que se trace "um retrato fiel da sequência de eventos" que levou à comercialização de produtos alimentares com carne de cavalo sem identificação nos rótulos.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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