AMI registou em Portugal 409 novos casos de pobreza por mês em 2013

AMI registou em 2013 a maior quantidade de pedidos de ajuda dos 19 anos de intervenção em Portugal

7 de maio de 2014 - 13h20

A Assistência Médica Internacional registou, em média, 409 novos casos de pobreza por mês em 2013, ano em que 4.912 pessoas procuraram pela primeira vez os apoios sociais da AMI, revela um relatório da Fundação.

Segundo o Relatório de Atividades e Contas 2013 da AMI, publicado no site da organização, 31% do total da população apoiada refere-se a novos casos de pobreza.

No ano passado, recorreram diretamente à AMI 15.802 pessoas, mais 0,2% face a 2012, o valor mais elevado em 19 anos de intervenção da organização em Portugal.

Na Área Metropolitana de Lisboa, houve 7.708 pessoas a pedir ajuda, mais 2% face a 2012, enquanto na Área Metropolitana do Porto foi registada uma quebra de 4% na procura, totalizando 5.557 pedidos.

Em Coimbra, recorreram ao Centro Porta Amiga 511 pessoas, mais 14% do que no ano anterior. No Funchal, 753 pessoas pediram apoio (menos 20%) e em Angra do Heroísmo 900 (mais 8%).

A precariedade financeira (82%) e o desemprego (60%) foram os principais motivos invocados pelas pessoas que recorreram aos serviços sociais, seguindo-se a doença (21%), os problemas familiares (19%) e a falta de habitação ou desalojamento (7%).

Do total de beneficiários que evocaram a habitação como motivo de recurso aos apoios da AMI, 74% são homens e 26% mulheres.

Das pessoas que recorrem à AMI, 10.647 moram em casa alugada (67%), mais 7% face a 2008, sendo que, destas, pelo menos 3.261 são habitação social (31%).

O documento adianta que 2.117 pessoas têm habitação própria (13%), mais 2% relativamente a 2008.

Dos que vivem em casa própria ou casa alugada, 415, mais 14% que em 2012, não têm acesso a água canalizada ou têm-na de forma ilegal, 627 (mais 45%) não têm acesso a luz ou têm eletricidade de forma ilegal.

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