Alimentação menos calórica traduz-se em menos cancro

Ratinhos que ingeriram menos calorias viveram 20 por cento mais tempo
30 de janeiro de 2013 – 10h08



Uma dieta com muitas calorias encurta mais rapidamente o tamanho dos telómeros, uma estrutura celular que protege as células das agressões exteriores, revela um estudo do Centro Nacional de Investigações Oncológicas espanhol publicado esta semana na PLOS ONE.



Através de uma experiência com ratinhos de laboratório, uma equipa de cientistas do Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO) espanhol determinou que a restrição calórica é benéfica para a saúde.



Na experiência, os ratinhos que ingeriam menos 40 por cento de calorias tiveram menos problemas oncológicos e viveram mais tempo.



A justificação está nos telómeros, parte do DNA que fica na ponta dos cromossomas e que se vai encurtando a cada divisão celular, contribuindo para o aparecimento das doenças da velhice, como o cancro.



A culpa dessa deterioração está relacionada com a passagem do tempo, mas também a digestão, corrobora o estudo liderado por María Blasco.



Os ratinhos submetidos a uma alimentação menos calórica “apresentaram uma menor velocidade de encurtamento dos telómeros em relação aos ratinhos com uma dieta normal. Na idade adulta, os primeiros tinham telómeros mais compridos, bem como uma menor incidência de alterações cromossómicas”, explica Blasco no comunicado da CNIO.



Em média, os ratinhos que ingeriram menos calorias viveram 20 por cento mais tempo.



Nuno de Noronha
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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