Águas do Algarve nega riscos para a saúde pública por contaminação de amianto

Amianto constitui um importante fator de doenças oncológicas e de mortalidade

19 de novembro de 2013 - 13h11

A Águas do Algarve assegurou hoje que “não tem amianto nas suas infraestruturas” e negou haver riscos para a saúde pública, após o Bloco de Esquerda ter alertado para a eventual existência de painéis desse mineral numa estação de tratamento.

O Bloco de Esquerda (BE) anunciou na segunda-feira que tinha “questionado o Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia sobre a possível presença de amianto nos painéis dos tanques de decantação na Estação de Tratamento de Águas de Tavira”, situação que representaria, a confirmar-se, “uma clara ameaça à saúde pública”.

Mas a empresa Águas do Algarve, que é responsável pelo fornecimento de água em alta aos municípios da região e gere a Estação de Tratamento de Tavira, afastou hoje este cenário e assegurou que tem “implementado um Plano de Segurança da Água para todo o sistema”, que garante “que a água fornecida é de excelente qualidade e não coloca em causa a saúde humana”.

“O amianto constitui um importante fator de doenças oncológicas e de mortalidade e um dos principais desafios para a saúde pública a nível mundial, cujos efeitos surgem, na maioria dos casos, vários anos após as situações de exposição”, sublinhou o BE num comunicado.

Numa resposta enviada à agência Lusa, a Águas do Algarve esclareceu que o Plano de Segurança é “um sistema de gestão preventivo que tem como objetivo minimizar todos os perigos e assegurar a qualidade da água para a saúde humana”, através de “um rigoroso controlo que é efetuado em todas as etapas do tratamento da água em sistema contínuo, cuja monitorização é efetuada com recurso a tecnologia de ponta” e “permite assegurar a excelente qualidade da água que é fornecida pela empresa”.

A empresa referiu ainda que “essa qualidade é comprovada pela Entidade Competente, nomeadamente a ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos”, através de relatórios que podem ser consultados através do sítio da Internet www.ersar.pt.

“No Algarve, o controlo da qualidade da água da torneira é efetuado de acordo com os mais exigentes critérios da legislação internacional e nacional, as orientações da Organização Mundial da Saúde, as especificações da certificação em segurança alimentar (ISO 22000) e certificação do Produto Água para Consumo Humano (ERP 5001/1) de acordo com a recomendação ERSAR 2/2011 da autoridade competente”, acrescentou a Águas do Algarve.

A empresa adiantou que tem também um grupo de trabalho denominado ESA (Equipa de Segurança da Água), que tem por missão “antecipar toda e quaisquer implicações que possam ocorrer a montante a nível das ribeiras e albufeiras e que de alguma forma possam contaminar as origens de água”.

“Em complemento, e no Algarve, a Águas do Algarve disponibiliza informação online através do site em www.aguasdoalgarve.pt, com os resultados obtidos às análises efetuadas à água em todos os concelhos da região”, permitindo aos consumidores “verificar e confirmar a elevada qualidade da água que é fornecida pela Águas do Algarve, S.A”.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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