Agência para a Prevenção do Trauma nasce hoje nos Hospitais de Coimbra

Agência pretende tratar vítimas de todas as formas de violência
18 de fevereiro de 2014 - 10h08



A Agência para a Prevenção do Trauma e da Violação dos Direitos Humanos é formalmente constituída hoje no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), por iniciativa desta instituição e envolvendo diversas entidades.



Desenvolvido no âmbito do Serviço de Psiquiatria do CHUC, com o apoio da administração do CHUC, o centro destina-se ao estudo, prevenção e tratamento das vítimas de todas as formas de violência e dos agressores.



“Vamos desenvolver uma experiência piloto” com a criação de “uma agência contra a tortura e qualquer outra forma de violência e de trauma” e em “defesa dos direitos humanos”, disse António Reis Marques, diretor do Serviço de Psiquiatria do CHUC, a 07 de janeiro deste ano.



A formalização da constituição da Agência para a Prevenção do Trauma e da Violação dos Direitos Humanos terá lugar hoje, durante uma sessão, às 10:30, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC/CHUC).



O projeto, “inédito, pelo menos na Europa”, envolverá diversas instituições e pessoas de todo o país mais ou menos diretamente relacionadas com o problema da violência, adiantou aquele responsável.



Participam na iniciativa organizações das mais diversas áreas, desde a saúde às forças de seguranças, do ensino e da segurança social à proteção civil ou aos bombeiros, entre as quais a Amnistia Internacional, a APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), a Universidade de Coimbra, a Provedoria da Justiça, a Câmara Municipal de Coimbra e as ordens profissionais dos médicos, dos psicólogos, dos enfermeiros e dos advogados.



A Agência preocupar-se-á com todo o tipo de violência, “desde a violência familiar ou doméstica à violência sexual ou da tortura ao assédio moral”, explicitou Reis Marques, sublinhando que o problema será abordado na perspetiva da vítima e também do agressor e envolvendo “todas as entidades relacionadas com estas temáticas”.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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