Agência europeia para a droga quer aprofundar conceito de dependência

Documento destaca que é possível fazer análise mais abrangente e conclusiva
27 de junho de 2013 - 09h44



O observatório europeu para a droga e toxicodependência divulgou hoje um relatório que visa aprofundar o conceito ‘dependência’ para informar melhor as políticas públicas sobre o assunto.



Intitulado “Modelos de Dependência”, o documento é divulgado na véspera de uma reunião de dois dias, em Lisboa, do EMCDDA - Centro Europeu de Monitorização das Drogas e da Toxicodependência (OEDT na anterior designação em português), que vai contar com mais de cem especialistas de 40 países.



O estudo compara teorias e modelos de dependência, desenvolvidos em várias disciplinas, e estende-se às apostas e ao uso compulsivo da internet.



Uma melhor identificação das causas do comportamento considerado desviante esclarece um uso pleno das potenciais intervenções, adianta-se no texto.



Num modelo amplo, que considere os diferentes domínios de intervenção, estão identificadas as capacidades, as oportunidades e as motivações, com estas no seu centro.



A principal conclusão destacada pelos autores é que “é possível e essencial fazer uma análise dos comportamentos de dependência mais abrangente do que é habitual”.



Apesar de se pretender “o desenvolvimento de estratégias de intervenção mais efetivas”, também se adianta que esta abordagem “não substitui a investigação permanente de intervenções mais efetivas”, como melhores farmacoterapias, melhores apoio e tratamento comportamental ou políticas de preço mais adequadas.



O que esta abordagem abrangente mostra é a necessidade de considerar o resultado efetivo das intervenções existentes, para refletir sobre a forma como se realizam, bem como sobre a aplicação de recursos.



A reunião da EMCDDA, entidade sediada em Lisboa, junta vários especialistas para analisar o fenómeno global das novas drogas. Esta que já é a terceira edição deste fórum internacional multidisciplinar é realizada em cooperação com a Europol.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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