Agência Europeia do Medicamento aprova vacina contra paludismo

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) aprovou esta sexta-feira a vacina experimental mais avançada do mundo contra a malária ou paludismo, batizada "RTS,S" ou "Mosquirix", do gigante farmacêutico "GlaxoSmithKline" (GSK).

A vacina, destinada às crianças entre as seis semanas e os 17 meses, ultrapassa uma das últimas etapas antes da comercialização, mas será ainda necessário a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) antes de uma eventual difusão, nomeadamente em África.

De acordo com um estudo realizado ao longo de vários anos, publicado em abril, a "RTS,S" tem uma eficácia modesta e baixa ao longo do tempo, mas é atualmente a vacina experimental mais promissora contra o paludismo, que mata, em média e todos os dias, 1.200 crianças na África subsaariana.

A vacina destina-se "a imunizar as crianças com idades entre as seis semanas e os 17 meses contra o paludismo e a hepatite B. Após décadas de investigação sobre a vacinação contra o paludismo, a 'Mosquirix' é a primeira vacina contra a doença a ser avaliada por uma autoridade de regulação", indicou a EMA, com sede em Londres.

"Com base nos resultados do estudo realizado, o CHMP (Comissão dos medicamentos para uso humano da EMA) concluiu que, apesar da eficácia limitada, a relação benefício-risco da 'Mosquirix' é favorável nos dois grupos de idade estudados", acrescentou.

O estudo foi efetuado num grupo de bebés, de seis a 12 semanas, e num outro, de cinco a 17 meses, numa amostra total de perto de 15.500 crianças de sete países africanos (Burkina-Faso, Gabão, Gana, Malaui, Moçambique, Quénia, e Tanzânia).

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