Agência Europeia de Medicamentos vai analisar pílulas femininas

Autoridades francesas indicaram que morte de 4 jovens se deveu à ingestão da pílula Diane 35
28 de janeiro de 2013 - 17h41
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou esta segunda-feira que vai analisar a terceira e quarta geração de contracetivos orais combinados para determinar se será necessário restringir a sua utilização, após um pedido feito pela França.
Num comunicado divulgado no seu “site”, a EMA indica que se pronunciará sobre “se a informação disponível atualmente sobre o produto é a melhor possível para pacientes e médicos tomarem decisões de saúde apropriadas”.
A agência assinala tratar-se da primeira vez que um Estado membro pede uma recomendação da União Europeia para aqueles medicamentos no âmbito da nova legislação de farmacovigilância.
No domingo foi divulgado que a agência de medicamentos francesa relacionou a pílula Diane 35 a quatro mortes por trombose venosa, depois de uma investigação que começou com a denúncia de uma jovem vítima de um acidente vascular cerebral.
Para Luís Graça, presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal (SPOMMF), as notícias que associam mortes à toma de uma pílula são alarmistas.
Em declarações à agência Lusa, o médico assinalou que qualquer medicamento tem sempre algum risco associado e que, no caso da pílula, os benefícios superam os riscos.
Hoje, em comunicado conjunto, a Sociedade Portuguesa de Contraceção (SPdC) e a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) indicaram que “não vêm pois qualquer motivo para uma alteração na prescrição dos contracetivos hormonais combinados, incluindo a associação de etinil-estradiol e acetato de ciproterona (Diane35R e seus genéricos), desde que continuem a ser respeitados todos os critérios de elegibilidade da Organização Mundial de Saúde e do Consenso Nacional de Contraceção, ou seja, desde que tomados sob orientação médica”.
As duas entidades acrescentam que não encontram motivos para que as mulheres utilizadoras de pílula suspendam a sua toma.
Contactada pela Lusa, uma fonte da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde disse que está a acompanhar o caso com a Agência Europeia do Medicamento.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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